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ABEn GoiásDesde 1948
Fundada em 1948

A Enfermagem de Goiásorganizada há 77 anos

A Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Goiás foi a primeira associação da área de saúde no estado. Representação política, formação permanente e produção científica a serviço da profissão.

Representação

Defesa da Enfermagem nos conselhos de saúde, fóruns e espaços de deliberação do SUS.

Formação

Cursos, lives e o programa ABEn-GO Qualifica ENF para a qualificação permanente da categoria.

Ciência

Semana Brasileira de Enfermagem, anais e produção científica construída há mais de sete décadas.

ABEn-GO Qualifica ENF segue com programação sobre o cuidar de enfermagem no contexto da oncologia infantojuvenil em setembro

ABEn-GO Qualifica ENF segue com programação sobre o cuidar de enfermagem no contexto da oncologia infantojuvenil em setembro O programa ABEn-GO Qualifica ENF está realizando, ao longo do mês de setembro, uma série de encontros sobre “Atenção integral de enfermagem na detecção precoce e nos cuidados durante o tratamento do câncer infantojuvenil”. A programação reúne profissionais de diferentes instituições e aborda aspectos fundamentais para a qualificação da assistência de enfermagem à criança e ao adolescente com câncer. A Vice-Presidente da ABEn-GO, Juliana Martins de Souza, destaca que a qualificação nesse tema visa ampliar a atenção dos profissionais de enfermagem para a importância da identificação precoce do câncer na infância e na adolescência. Três encontros já realizados A programação teve início em 1º de setembro, com o encontro “Fundamentos da Oncologia Pediátrica”, conduzido por Ana Lygia Pires Melaragno (CORA), que apresentou aspectos fundamentais para a compreensão do câncer infantojuvenil e do cuidado direcionado a essa população. No dia 9 de setembro, o tema foi “Cuidado à criança e ao adolescente com câncer no contexto da Atenção Primária à Saúde: aplicação de Teorias, Terminologias e Processo de Enfermagem”, ministrado por Juliana Martins de Souza (UFCAT e ABEn-GO). A atividade destacou o papel da Atenção Primária à Saúde no acompanhamento da criança e do adolescente com câncer e discutiu a utilização de referenciais teóricos, terminologias e do Processo de Enfermagem na organização do cuidado. No dia 16 de setembro, Patrícia Ferreira, da Faculdade de Educação em Ciências da Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, conduziu o encontro sobre “Abordagem de Enfermagem no atendimento da família de crianças e adolescentes com câncer”, ampliando a discussão para as necessidades e desafios vivenciados pelas famílias durante o processo de adoecimento e tratamento. A enfermeira Jordana Castilho Aleluia, associada da ABEn-GO, destaca a qualidade das aulas ministradas até o momento e a relevância dos temas abordados. “A cada encontro, fico mais ansiosa para saber quais novidades o próximo trará. A ABEn-GO está de parabéns pela organização deste curso”, afirma. Programação continua nos dias 23 e 30 de setembro O módulo ainda contará com dois encontros on-line, realizados das 19h às 21h30, com temas essenciais para a segurança e a integralidade do cuidado em oncologia pediátrica. 23/09/2026 – Segurança do Paciente na Administração da Quimioterapia: perspectivas no cuidado de Enfermagem a crianças e adolescentesConvidada: Daniela Silva Rodrigues (GRAACC) 30/09/2026 – Assistência integral à criança e ao adolescente em Cuidados PaliativosConvidada: Lívia Ferreira (CORA) Os encontros são destinados a enfermeiros, técnicos de enfermagem e estudantes de enfermagem, constituindo uma oportunidade de atualização e qualificação sobre diferentes dimensões do cuidado à criança, ao adolescente e às famílias no contexto da oncologia. Quanto ao investimento necessário, é importante ressaltar que os associados da ABEn GO e de outras Seções podem se inscrever e participar gratuitamente. Não associados devem consultar a tabela de valores, segundo o número de aulas pretendidas e a categoria profissional e a situação de estudante. As inscrições devem ser realizadas com antecedência, conforme orientações disponibilizadas pela ABEn-GO, por meio do formulário. Mais informações: abengoias@gmail.com QualiENF Onco – Inscrições

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Atenção de enfermagem à criança e ao jovem no contexto do câncer infanto-juvenil é tema do Programa ABEn-GO Qualifica ENF em setembro

O programa ABEn-GO Qualifica ENF aborda em setembro o tema Atenção integral de enfermagem na detecção precoce e nos cuidados durante o tratamento do câncer infanto-juvenil. A Vice-Presidente da ABEn-GO, Juliana Martins de Souza informa que o módulo se propõe a promover qualificação da equipe de enfermagem para o atendimento integral à população infanto-juvenil, na perspetiva de compreender esse grupo nas dimensões biopsicossociais, à luz de teorias de enfermagem, tendo o processo de enfermagem como eixo estruturante do cuidado. A proposta foi organizada pela ABEn Seção Goiás em parceria com o Complexo Oncológico de Referência do Estado de Goiás – CORA. Segundo Ana Lygia Pires Melaragno, Coordenadora de Educação Permanente do CORA, uma das idealizadoras do módulo, a programação está alinhada à campanha do Setembro Dourado, que este ano tem como tema: “O câncer infantojuvenil tem desafios, mas também tem cura: fique atento aos sinais”. Assim a atualização busca contribuir para a qualificação do atendimento e reconhecimento da importância da identificação precoce do câncer na infância e na adolescência. A programação será desenvolvida por meio de cinco encontros on-line, das 19:00-21:30. Podem participar enfermeiros, técnicos de enfermagem e estudantes de enfermagem em geral. Confira aqui a programação – 01/09/2026 – Fundamentos da Oncologia Pediátrica. Convidada: Ana Lygia Pires Melaragno (CORA) – 09/09/2026 – Cuidado à criança e ao adolescente com câncer no contexto da Atenção Primária à Saúde: aplicação de Teorias, Terminologias e Processo de enfermagem. Convidada: Juliana Martins de Souza (UFCAT e ABEn GO) 16/09/2026 – Abordagem de Enfermagem no atendimento da família de crianças e adolescentes com câncer. Convidada: Patrícia Ferreira (Faculdade de Educação em Ciências da Saúde do Hospital Alemão Oswaldo Cruz) 23/09/2026 – Segurança do Paciente na Administração da Quimioterapia: perspectivas no cuidado de Enfermagem à crianças e adolescentes. Convidada: Daniela Silva Rodrigues (GRAACC) 30/09/2026 – Assistência integral à criança e adolescente em Cuidados paliativos. Convidada: Lívia Ferreira (CORA) Quanto ao investimento necessário, é importante ressaltar que os associados da ABEn GO e de outras Seções podem se inscrever e participar gratuitamente. Não associados devem consultar a tabela de valores, segundo o número de aulas pretendidas e a categoria profissional e a situação de estudante. Enfermeiros Enfermeiro matriculado em pós-graduação Técnico em enfermagem Estudantes de enfermagem em geral 1 aula = R$ 30,002 aulas = R$ 50,003 aulas = R$ 60,004 aulas = R$ 75,005 aulas = R$ 80,00 1 aula = R$ 25,002 aulas = R$ 40,003 aulas = R$ 55,004 aulas = R$ 60,005 aulas = R$ 70,00 1 aula = R$ 20,002 aulas = R$ 35,003 aulas = R$ 45,004 aulas = R$ 50,005 aulas = R$ 55,00 1 aula = R$ 15,002 aulas = R$ 25,003 aulas = R$ 35,004 aulas = R$ 45,005 aulas = R$ 50,00 O pagamento deve ser feito via PIX à ABEn GO e o comprovante enviado no processo de inscrição (fazer upload) – chave pix: 33989468/0028-20 Para evitar transtornos, as inscrições devem ser realizadas com antecedência de até 3 dias antes do início do módulo pretendido, pelo link: QualiENF Onco -Inscrições – Google Formulários A homologação das inscrições pela ABEn GO se dará após conferência de comprovantes da categoria do solicitante e do pagamento da inscrição. Vagas limitadas Maiores informações: abengoias@gmail.com

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Diretora de Educação da ABEn GO presente na discussão dos impactos e desafios das novas Diretrizes Curriculares Nacionais da Graduação em Enfermagem

Na foto: Fabiano Ribeiro dos Santos – Diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (DGES/SGETS/MS); Francisca Márcia Linhares (UFPE); Célia Alves Rozendo (ABEn Nacional); Valéria Marli Leonello (USP); Flávia Alves Amorim Souza Sales (ABEn-GO) A Diretora de Educação da ABEn GO, Flávia Alves Amorim Sousa Sales, participou no dia 30 de julho de uma agenda muito importante no 20° Seminário Nacional de Diretrizes para a Educação em Enfermagem, realizado em João Pessoa, na Paraíba. Trata-se da mesa sobre os impactos e desafios das novas Diretrizes Curriculares. O tema foi abordado na perspectiva das implicações para o SUS, para os serviços de saúde, para as instituições de ensino e práticas docentes. Para Fabiano Ribeiro, enfermeiro que atualmente é Diretor do Departamento de Gestão da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, as novas DCN tem as seguintes implicações para os serviços de saúde: ampliação e qualificação dos cenários da prática, fortalecimento da preceptoria, integração entre gestores, instituições formadoras e instituições de ensino. Para Márcia Linhares as novas DCNs convidam a repensar o que ensinamos, para quem ensinamos e reafirma o compromisso da enfermagem com o SUS. Valéria Leonello ressalta que o processo de construção das novas DCNs permitiu a transformação das pessoas envolvidas, revelou contradições e tensões no mundo do trabalho e da educação, que precisam ser consideradas no processo de sua implementação. Ficou muito claro que a enfermagem tem pela frente um processo muito mais complexo do que apenas adequar-se à um ato normativo. Celia Rozendo, Diretora de Educação da ABEn Nacional avalia que a mesa cumpriu sua finalidade, ao integrar as diferentes perspectivas das implicações e desafios da implementação das novas DCNs, reconhece que a realidade das 1430 (número aproximado) instituições de ensino localizadas em diferentes regiões do país é muito diversa e reafirma o compromisso da ABEn no apoio ao processo de implementação das novas DCNs, seja promovendo diálogos como esse, seja produzindo documentos orientadores, ou projetos de assessoria. A Diretora de Educação da ABEn GO vem se reunindo com o Forum de Escolas de Enfermagem de Goiás, e esclarece que será estabelecido um cronograma de encontros com temas específicos para avançar nas várias frentes que se apresentam como desafios decorrentes das implicações das DCNs. Os coordenadores de cursos de enfermagem de Goiás que ainda não fazem parte do Forum de Escolas podem entrar em contato com a ABEn GO pelo e-mail abengoias@gmail.com. Para conhecer mais sobre a programação do evento pode ser consultado o site, clicando aqui!

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Nova Política Nacional de Atenção Básica em debate: defesa de propostas da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde (APS) com a contribuições da ABEn

A Associação Brasileira de Enfermagem integra a Rede de Pesquisa em Atenção Primária a Saúde e nesse contexto participa do movimento social em defesa da revisão da Política Nacional de Atenção Básica. Para embasar a elaboração de propostas de alteração, a Rede constituiu oito grupos de Trabalho (GT), os quais produziram documentos que envolvem o diagnóstico situacional e a apresentação de propostas, que foram sistematizadas no seminário “Propostas para uma Nova PNAB: Contribuições da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde”. O evento foi realizado no dia 17 de julho de 2026, transmitido pelo Canal Youtube da ABRASCO, e reuniu pesquisadores, gestores, trabalhadores do SUS e representantes de instituições nacionais para apresentar contribuições de propostas que subsidiarão a construção de uma nova Política Nacional para a Atenção Primária à Saúde (APS). As propostas apresentadas convergem para o fortalecimento da APS como eixo estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS), reafirmando seus princípios de universalidade, integralidade, equidade, territorialização, participação social e coordenação do cuidado. Entre os principais temas debatidos destacaram-se a valorização da força de trabalho, o financiamento da APS, a integração das Redes de Atenção à Saúde, a Vigilância em Saúde, a Saúde Digital, os Modelos de Gestão e a Atenção às populações em situação de vulnerabilidade. A Rede defende: – a superação da precarização das relações de trabalho na APS por meio da instituição de carreiras públicas no SUS, fortalecimento da educação interprofissional e valorização dos profissionais que atuam diariamente nos territórios; – investimentos permanentes na infraestrutura das Unidades Básicas de Saúde, ampliação das equipes e melhor integração entre a APS e os demais níveis de atenção; – alinhamento da política nacional de saúde digital aos princípios do SUS, baseada na interoperabilidade dos sistemas de informação, fortalecimento do prontuário eletrônico (e-SUS); – qualificação dos profissionais e utilização das tecnologias como apoio ao cuidado, sem substituir a relação presencial entre profissionais e usuários; – integração entre Atenção Primária e Vigilância em Saúde, valorização da territorialização das ações e participação comunitária; – fortalecimento da educação popular em saúde e ampliação das estratégias voltadas às populações em maior vulnerabilidade social, garantindo maior equidade no acesso aos serviços. – instituição de um programa de avaliação externa visando a melhoria contínua da qualidade da Atenção Primária. A Enfermagem esteve representada nas discussões, especialmente no debate sobre Força de Trabalho e Interprofissionalidade, pela professora Sônia Acioli de Oliveira (UERJ/ABEn), reafirmando o protagonismo histórico da profissão na consolidação da APS. As propostas apresentadas dialogam diretamente com a prática cotidiana dos enfermeiros da APS, que desempenham papel estratégico na coordenação do cuidado, gestão das equipes, educação em saúde, vigilância, planejamento das ações e acompanhamento longitudinal das pessoas, famílias e comunidades. A construção de uma nova PNAB representa uma oportunidade para fortalecer condições dignas de trabalho para a enfermagem, ampliando autonomia profissional, incentivando a educação permanente e consolidando as práticas que contribuem para um cuidado mais resolutivo, integralizado e centrado nas necessidades da população. Segundo Maria Márcia Bachion, Presidente da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Goiás (ABEn-GO), acompanhar esse processo é fundamental, uma vez que as futuras diretrizes da PNAB impactarão diretamente a organização do trabalho das equipes de Atenção Primária e, consequentemente, na qualidade da assistência prestada à população. A expectativa é que as contribuições elaboradas pela Rede de Pesquisa em APS, com a participação da ABEn, subsidiem uma política pública capaz de fortalecer o SUS, valorizar seus trabalhadores e reafirmar a Atenção Primária como principal porta de entrada e coordenadora do cuidado em saúde no Brasil. Para Anna Paula Mendonça Barros, Diretora do Desenvolvimento do Trabalho de Enfermagem da Seção Goiás, e enfermeira que atua na APS em Aparecida de Goiânia, “a Rede de Pesquisa prestou importante serviço à sociedade como um todo, ao produzir textos que podem subsidiar a discussão na área”. Ela convida os profissionais e estudantes a consultar os relatórios dos Grupos de trabalho da Rede de Pesquisa. O material está disponível gratuitamente em https://redeaps.org.br/informativos-e-noticias/noticias/reuniao-do-comite-gestor-da-rede-de-pesquisa-em-atencao-primaria-a-saude-junho-2026/14886/ Para assistir na íntegra o Seminário “Propostas para uma Nova PNAB: Contribuições da Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde” acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=z4PoeHOpwrI&t=37s

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Estatuto dos Direitos do Paciente: entenda o que é e como afeta pacientes e profissionais de enfermagem 

Fonte: Imagem gerada pelo software wordcloud online® a partir de prompt inserido. A LEI Nº 15.378, DE 6 DE ABRIL DE 2026 é constituída de 26 Artigos e institui o Estatuto dos Direitos do Paciente. Esse novo marco legal regula os direitos e as responsabilidades dos pacientes em atendimentos por profissionais de saúde ou serviços de saúde de qualquer natureza. O documento diz respeito a todos nós, cidadãos que, em algum momento, buscamos atendimento pelos profissionais e serviços de saúde, ou somos acompanhantes de pessoas em atendimento em saúde. Ao mesmo tempo, diz respeito a todos nós, enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem, no exercício da profissão de enfermagem, seja no ensino, na pesquisa, na assistência ou na gestão de serviços e instituições de saúde. Diz respeito também às pessoas inseridas em alguma instância do poder público, e dos Conselhos de Saúde (Municipal e Estadual). Avanços proporcionados A nova lei trata de conceitos muito importantes, como Autodeterminação, Consentimento informado, Diretivas antecipadas de vontade, Representante do paciente. Passa a compor o conjunto de outros dispositivos legais que versam sobre os direitos dos pacientes. Torna legalmente instituído em um único documento algumas práticas que estavam anteriormente estavam previstas de forma esparsa na Constituição de 1988, em leis, ou em códigos de éticas de profissões de saúde, o que certamente é um avanço. Ao reconhecer legalmente o paciente como sujeito de direitos e instituindo claramente a aplicação do consentimento esclarecido, o estatuto contribui para diminuir as assimetrias nas relações com os profissionais e instituições de saúde e impõe uma nova ordem na organização dos processos de trabalho em saúde. Pontos a esclarecer O texto da Lei Nº 15.378 de abril de 2026 apresenta trechos que carecem de maior detalhamento para efeitos práticos. A seguir, traremos à toma questões que nos parecem necessitar de maiores esclarecimentos. Vejamos o primeiro trecho a seguir: “Aos pacientes que, por sua condição biológica, psíquica, cultural e social, estejam impedidos de dar o seu consentimento livre e esclarecido, deverão ser garantidos instrumentos para expressar as suas opções ou opor resistência a um procedimento”. As primeiras dúvidas são: Quais condições “cultural e social” configurariam em impedimento para o paciente de dar seu consentimento livre e esclarecido? Quem estabelece que esta condição está presente? Quais seriam os instrumentos que garantiriam a expressão de pacientes impedidos de dar seu consentimento livre e esclarecido? Quais instâncias poderiam responder ou resolver casos omissos? Outro ponto que merece maior atenção para esclarecimento: “O paciente tem o direito de indicar livremente um representante em qualquer momento de seus cuidados em saúde, por meio de registro em seu prontuário”. Como isso seria feito? Bastaria uma indicação verbal oral a ser registrada pelo profissional que está prestando atendimento em saúde? O paciente preencheria um termo instituído pelas instituições de saúde designando esse representante? Esse representante deve ter algum requisito de parentesco com o paciente? A seguir destacamos: “O paciente tem o direito de contar com um acompanhante em consultas e internações, salvo quando o médico ou profissional responsável pelos seus cuidados entender que a presença do acompanhante pode acarretar prejuízo à saúde, à intimidade ou à segurança do paciente ou de outrem”. Aqui se colocam algumas questões: A decisão pode ser unilateral? Ou seja, o profissional responsável teria o direito de não permitir o acompanhante à revelia da vontade do paciente? Desafios para a reorganização do processo de atendimento à saúde O direito do paciente a acompanhante durante a internação, traz como implicação o aumento do número de pessoas circulando pelas instituições de saúde, cabendo preparo das organizações para essa nova realidade, incluindo a organização de processos de educação em saúde para a prevenção e controle de infecções em instituições de saúde, devidamente acompanhado das medidas estruturais necessárias. Ao mesmo tempo, é imperativa a discussão sobre o papel do acompanhante nas internações, para evitar a indevida transferência de responsabilidades pelos cuidados dos pacientes às pessoas que estão nessa condição e ao mesmo tempo, assegurar condições dignas de sua permanência nas instituições, incluindo acesso à água, alimento, local digno para repouso, e higiene pessoal. Outros direitos que trazem impacto na organização dos serviços de saúde e do atendimento em saúde decorrem do seguinte dispositivo: “O paciente tem o direito à informação sobre sua condição de saúde, sobre o tratamento e eventuais alternativas, sobre os riscos e os benefícios dos procedimentos e sobre os efeitos adversos dos medicamentos prescritos”. “O paciente tem o direito de ser informado sobre os cuidados que deve adotar quando receber alta hospitalar”. Embora possa se pensar que isso já é assegurado, sabemos que, na realidade, não tem sido observado. Será necessário investir muito mais na comunicação entre profissionais de saúde e pacientes/acompanhantes. Será preciso investir na elaboração de material de apoio educativo, apoio instrucional, apoio à health literacy. A consagração do direito do paciente à informação traz algumas implicações. O tempo para o atendimento precisará ser ampliado, aumenta a responsabilidade dos profissionais em conhecer minimante o nível educacional / instrucional do paciente e compreensão do mesmo acerca da sua situação de saúde, para poder planejar o repertório e o vocabulário que será usado no diálogo durante o atendimento e o processo de alta hospitalar. Além dos aspectos anteriormente mencionados acerca do direito aos acompanhantes e a necessidade de investir mais na qualidade da comunicação com pacientes e acompanhantes, há trechos do estatuto que versam sob práticas já definidas em códigos de ética profissional, e agora inseridas em dispositivo legal, que também impactam na organização do processo de atendimento à saúde: “Art. 17. […] I – o direito [do paciente] de ser examinado em lugar privado, salvo em situações de emergência ou de cuidados intensivos; […] III – o direito [do paciente] de consentir ou não com a presença de estudantes e profissionais de saúde estranhos a seus cuidados em saúde. Profissionais que atuam em instituições de saúde precisam obter com antecedência o consentimento dos pacientes para participarem de atividades de ensino clínico que não envolvam seus cuidados em saúde,

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87ª Semana Brasileira de Enfermagem – ABEn GO

Inscrições com valores diferenciados nas primeiras 48 horas de lançamento do site do evento A Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) completa um século esse ano. Por isso, a 87ª Semana Brasileira de Enfermagem (SBEn), aborda no tema central os 100 anos de lutas conquistas e desafios da associação ao longo da sua trajetória de dedicação ao campo profissional da Enfermagem e à saúde do povo brasileiro, promovendo avanços científicos, políticos e educacionais e construindo caminhos para o futuro da profissão. O legado da ABEn é muito amplo. Para o momento destacamos: Contribuição para a identidade profissional da enfermagem A entidade contribuiu fortemente para a identidade profissional da enfermagem, ao lançar as bases éticas para a atuação profissional, promover nos últimos 30 anos a produção coletiva e participativa, consolidação e atualização das diretrizes para a educação de enfermagem no país, e disseminar o conhecimento científico produzido pela profissão há mais de 90 anos por meio da Revista Brasileira de Enfermagem (REBEn) e há mais de 20 anos estimular a produção de conhecimento sobre a história da enfermagem e a difusão dessa produção por meio da História de Enfermagem Revista Eletrônica (HERE); Contribuição para a Visibilidade Política do campo profissional da enfermagem A ABEn, por meio de suas representantes, suas lideranças e seus associados, tem contribuído fortemente com a formulação, reformulação e implantação de políticas públicas, apresentando-se como entidade com grande capacidade organizativa para responder a demandas do SUS; Contribuição para a Unidade do campo profissional, Por meio de seus eventos nacionais e internacionais, a ABEn busca unir enfermeiros, técnicos e auxiliares, para debater de modo altamente qualificado os desafios enfrentados pela profissão e pela saúde e estratégias para seu enfrentamento, fortalecendo o sentimento de pertencimento a uma categoria que resiste e evolui há um século. A 87ª Semana Brasileira de Enfermagem é uma oportunidade de promover o Reconhecimento Social das(os) trabalhadoras(es) de enfermagem, uma oportunidade de mostrar à sociedade que a enfermagem brasileira possui uma organização robusta, que produz conhecimento e que foi protagonista em momentos críticos da história do país. Convidamos a todos e todas para esse evento que permite ao mesmo tempo a celebração, e uma imersão na história viva da enfermagem. Olhar para o passado ajuda a compreender o presente e projetar o futuro da profissão. Não fique de fora desse encontro! Visite o site

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Brasão da ABEn Seção Goiás

Sobre nós

A Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Goiás foi a primeira associação da área de saúde em Goiás. Em 14 de maio de 1948 foi criada com o nome de Associação Brasileira das Enfermeiras Diplomadas (ABED – Seção Goiás). A iniciativa foi de um grupo de enfermeiras de Goiânia diplomadas da Escola de Enfermagem São Vicente de Paulo (EESVP), sob a inspiração da irmã Mônica de Lima, diretora da mesma. Sua criação coincidiu com as celebrações da Semana Brasileira de Enfermagem daquele ano.

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